Plano 1 da Previ fecha ano com déficit de R$ 3,2 bi, mas resultado melhora em janeiro

A Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil (Previ) encerrou 2024 com um déficit de R$ 3,2 bilhões, resultado pior do que no ano imediatamente anterior, quando registrou R$ 14,5 bilhões de superávit. O dado se refere ao Plano 1, onde está a maior parte do patrimônio líquido (R$ 240 bilhões), informou a entidade nesta quinta (13). Embora 2025 vá ser também desafiador para a gestão de investimentos, os executivos da Previ afirmaram que a carteira já vem se recuperando – obteve superávit de R$ 1,3 bilhão em janeiro.
O plano 1, vale lembrar, reúne 80 mil aposentados e 23,6 mil pensionistas. A entidade divulgou ainda os números do Previ Futuro, com a maior parte das pessoas ainda na ativa. Em fevereiro deste ano, o Tribunal de Contas da União (TCU) abriu uma auditoria para apurar o que a corte chamou de prejuízo de aproximados R$ 14 bilhões entre janeiro e novembro passado.
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“É importante dizer que déficit não é prejuízo e não é rombo, porque nós trabalhamos com a acumulação. Saiu muito vinculado na mídia [que houve] prejuízo, rombo na Previ. Não é isso. E é importante dizer que a gente tem reserva e solidez para continuar pagando os benefícios”, disse João Fukunaga, presidente da Previ. “O ano de 2024, com menos R$ 3,2 bilhões [plano 1], não é nem de perto o resultado de maior de déficit desde 2012”, continua. Em 2015 foi negativo em R$ 16,1 bilhões.
Em janeiro houve superávit de R$ 1,3 bilhão, continua o executivo. “Esperamos que, ao longo de 2025, se a conjuntura permitir, nacional e internacionalmente, a gente consiga entregar um resultado bom ao final do ano”.
Fukunaga reiterou que o ano de 2024 foi marcado por incertezas e alta volatilidade, o que afetou a fatia investida em renda variável – sobretudo por recuos em Vale (-22,8%), Neoenergia (-6,04%) e BB (-4,05%). Trata-se de uma estratégia que a entidade vem reduzindo nas carteiras desde 2012 paulatinamente. O aporte em renda variável, que chegou a representar 59% há mais de uma década, hoje é fatia de 26%. Já a renda fixa subiu de 32% para 64%.
O plano é que até 2031 a renda fixa represente 66% do total investido e a renda variável seja fatia de 25%. Em 2024, a Previ vendeu 57 participações em empresas num desinvestimento de R$ 4,6 bilhões. Por outro lado, R$ 12 bilhões rumaram para os títulos públicos.
A rentabilidade do plano 1 ficou em 1,5%, abaixo da meta atuarial perseguida de 9,7% (INPC + 4,75%). Sofreu sobretudo devido ao recuo dos investimentos em renda variável (-12%) e estruturados (-7,4%). Renda fixa, imobiliário e aportes no exterior contribuíram positivamente. Já o Previ Futuro, com R$ 34,6 bilhões em ativos, ficou quase no zero a zero, com -0,2%. Ibovespa foi o que mais pesou negativamente.
