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Grupo W1 mira R$ 10 bi sob custódia em dois anos e planeja braço de gestão de ativos

Amanda Meneses

Gabriel Mangueira, CEO do Grupo W1

Nascido de fundadores austríacos, o Grupo W1, cuja atividade central é o planejamento financeiro, representado pela W1 Consultoria, e tem outras cinco frentes de apoio que complementam o ecossistema - a W1 Capital, a W1 Business, a W1 Holdings, a W1 Corporate e a W1 Technology – tem planos importantes de expansão. O Grupo mira alcançar R$ 5 bilhões em ativos sob custódia em 2025 e, para isso, além do mix de estratégias de crescimento, cogita de uma a três operações de M&A, segundo o atual CEO Gabriel Mangueira. Para médio e longo prazo, o plano é entrar na gestão de ativos.

Mangueira, que assumiu a função em 2021, conta que a W1 passou de um modelo tradicional europeu de agente independente no mercado financeiro para um grupo que deixou de ter foco apenas na intermediação de produtos financeiros de forma agnóstica e entrou de vez no mercado de serviços financeiros. “O core da W1 hoje é planejamento financeiro. De forma adjacente, fomos criando negócios complementares ao core. Em 2019, a assessoria de investimentos (W1 Capital, aliada à XP), em 2022, o braço de consultoria patrimonial (W1 Holdings), muito focado em planejamento sucessório, em 2023, o braço de consultoria empresarial (W1 Business)”, diz.


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Em 2024, o grupo atingiu R$ 100 milhões de faturamento e, para 2025, o objetivo é passar de R$ 200 milhões. O grupo fechou o ano passado com mais de mil profissionais no ecossistema e deve ultrapassar 2 mil colaboradores neste ano. Já em relação aos escritórios, Mangueira prevê um volume de 40 a 50 até o final do ano. “Miramos chegar em R$ 5 bi sob custódia no braço de assessoria, combinando crescimento orgânico com estratégias inorgânicas. A gente tem um foco em consórcio, que é muito forte aqui, e devemos fazer mais de R$ 2 bilhões em vendas esse ano. Ano passado foi superior a R$ 700 milhões”, comenta o CEO da W1.

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O grupo, inclusive, foi destaque no ano passado no Brazil Advisor Awards, prêmio organizado pela XP para os melhores escritórios de investimentos do país, ficando em primeiro lugar como escritório da rede XP com menos de três anos de casa, da categoria S5, em que competiu com Ville Capital, Futuro Capital, Matriz Capital, e A7 Capital. A casa também ficou em primeiro no pódio na categoria “expansão”.

Meta trilionária e planos para 2025

Atualmente com R$ 1,7 bilhão sob custódia, a W1 tem crescido a uma taxa de 120% a 130% ao ano. O foco é manter esse crescimento de pelo menos 100% ao ano pelos próximos 10 anos para chegar à meta de R$ 1 trilhão. “Óbvio que isso é um desafio, porque na medida que você vai crescendo, vai ficando mais difícil você manter essa taxa”, diz Mangueira. Para isso, o grupo usa as estratégias de Network Strategy, pilar estratégico e base do modelo de negócio, que é utilizar o network para ganhar escala, e de Blue Ocean, buscando atuar num mercado praticamente inexplorado e com produtos e modelo de cobrança diferenciados. O grupo, inclusive, atua no modelo híbrido na assessoria de investimentos, uma vez que a XP permite cobrar tanto por modelo Fee Based quanto Commission.

Além disso, para atingir a meta trilionária, a W1 planeja um IPO assim que a janela de oportunidades reabrir. Dado o cenário macroeconômico, ainda não é possível determinar quando, mas Mangueira acredita que deve ocorrer entre 2026 e 2028. Ainda este ano, o grupo cogita de uma a três operações de M&A. 

“Não um M&A propriamente dito, porque no mercado de assessoria, o que chamam de M&A é mais uma incorporação de carteira”, comenta o CEO acrescentando que hoje a casa tem “algumas deficiências”, citando que a W1 tem um braço de consultoria empresarial muito forte, mas ainda não tem uma assessoria de investimentos empresarial forte. “Uma operação focada em pessoas jurídicas com custódia de R$ 500 milhões a R$ 1 bilhão, por exemplo, que faz sentido entrar no nosso ecossistema, para nós seria superinteressante”, conta Mangueira, citando também a necessidade de um time que atenda clientes private.

A W1, embora tenha uma atuação bem estruturada em planejamento financeiro, quer ampliar o escopo e tem planos de entrar no segmento de asset management e ter um braço de gestão de ativos. No entanto, o interesse é de médio a longo prazo, segundo Mangueira. “Entendemos que tem muitas outras coisas a serem feitas antes disso. A nossa custódia é relativamente pequena ainda, estamos falando de quase R$ 2 bi, então provavelmente vamos começar a estruturar isso depois que passar dos R$ 10 bi, depois de 2 ou 3 anos”, conta.