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Bancos têm resultados fortes, mas ações de Bradesco e Santander seguem abaixo do nível pré-pandemia

Amanda Meneses

Embora o setor bancário seja o mais resiliente e boa parte dos bancos tenha apresentado resultados fortes, essa resiliência não tem se traduzido para as ações de todas as companhias. Enquanto os papéis de Itaú Unibanco (ITUB4) e Banco do Brasil (BBAS3) registram alta de 53,14% e 71,09%, respectivamente, entre 21 de fevereiro de 2020 até 12 de fevereiro de 2025, Bradesco (BBDC4) e Santander Brasil (SANB11) continuam abaixo dos níveis pré-pandemia, segundo a Elos Ayta. 

O Itaú, inclusive, alcançou um marco histórico ao reportar um lucro líquido de R$ 40,23 bilhões em 2024, o maior já registrado por um banco de capital aberto no Brasil. Já o Banco do Brasil, com desempenho positivo das ações e que divulgará seu balanço anual nos próximos dias, já havia reportado um lucro acumulado de R$ 26,67 bilhões até o terceiro trimestre de 2024, um recorde para a instituição.

As ações de Santander e Bradesco, por sua vez, encontram dificuldades na bolsa. O Bradesco é o único banco da amostra que apresenta retorno negativo em todas as datas analisadas entre 2020 e 2024, acumulando queda de 34,62% de fevereiro de 2020 até o momento, segundo a Elos Ayta. “No caso do Santander, o recuo é de 10,66% em 2025, demonstrando que a recuperação desses bancos tem sido mais lenta em relação aos concorrentes”, diz Einar Rivero, da Elos Ayta.

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O Bradesco reportou um lucro líquido recorrente de R$ 5,402 bilhões no quarto trimestre de 2024, com alta de 87,7% na comparação com o mesmo período do ano anterior. A alta, no entanto, não foi suficiente para fazer as ações subirem. O mercado ainda tem dúvidas sobre o ritmo de recuperação do banco. Enquanto isso, o Santander registrou lucro líquido gerencial de R$ 3,85 bilhões no período, aumento de 74,9% em relação ao mesmo período do ano anterior.

O levantamento da Elos Ayta também aponta que o BTG Pactual (BPAC11) lidera a recuperação do setor, com uma valorização de 95,61% desde fevereiro de 2020, beneficiado por sua estratégia de expansão e crescimento no segmento de investimentos.

“Olhando para 2025, a tendência é de continuidade do movimento positivo para as instituições que têm reportado resultados sólidos. Contudo, o desempenho das ações no mercado de capitais ainda depende de variáveis como taxa de juros, inadimplência e perspectivas macroeconômicas, que continuarão sendo fatores decisivos para a precificação do setor bancário na B3”, lembra Rivero.