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Galapagos entra oficialmente em seguros após pré-autorização da Susep para emitir LRS

Amanda Meneses

Carlos Fonseca, sócio fundador da Galapagos Capital
Carlos Fonseca, sócio fundador da Galapagos Capital

A Galapagos Capital, casa de investimento global com mais de R$ 23 bilhões sob gestão, recebeu nesta sexta-feira (20) a pré-autorização da Superintendência de Seguros Privados (Susep) para operar como Sociedade Seguradora de Propósito Específico (SSPE), podendo emitir Letras de Risco de Seguro e Resseguro (LRS). A sinalização ocorre pouco após a controlada do IRB (Re), a Andrina, receber a primeira autorização do mercado para operar os títulos. 

A LRS, que foi viabilizada pela Lei n.º 14.430/2022, e estará disponível exclusivamente para investidores profissionais, possui como principal objetivo proporcionar a capacidade adicional de resseguro ao mercado, atuando em segmentos com colocação mais restrita, como catástrofes, agro e garantia financeira, áreas que apresentam grande sinergia com o mercado de capitais. 


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A expectativa pelas autorizações era grande, desde que surgiram rumores de companhias solicitando a aprovação para operar como SSPE, unidades que receberão as carteiras das seguradoras e emitirão o papel (LRS) para a venda aos investidores.

Em nota, a Galapagos ressaltou que, para as seguradoras, as LRS representam uma estratégia eficaz de diversificação de fontes de capital, proporcionando maior flexibilidade financeira na gestão de perdas associadas a eventos catastróficos. Além disso, a estrutura das LRS pode facilitar o desenvolvimento de novos produtos de seguro, incentivando uma cultura de prevenção e preparação frente a eventos adversos.

“É fundamental que o mercado de capitais se desenvolva e contribua para a evolução e o maior alcance do mercado de seguros, da mesma forma que aconteceu no crédito, o que permitiu que tomadores de risco tivessem acesso aos aplicadores de risco de crédito. Acreditamos que o mesmo pode – e deve – acontecer com o mercado de seguros”, afirma Carlos Fonseca, sócio fundador da Galapagos Capital, em nota.

A Galapagos Capital, cuja autorização final ainda aguarda publicação no Diário Oficial, pretende alcançar até R$ 3 bilhões em emissões nos próximos dois anos e, para isso, já está em diálogo com as principais seguradoras, resseguradoras e corretoras de resseguro do país. Já a IRB (Re), por meio da Andrina, pretende atuar com risco climático, mas não divulgou valores pretendidos.