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Apenas 13% dos gestores na América Latina veem Ibovespa acima de 140 mil este ano, diz BofA

Redação Capital Aberto

A pesquisa mensal do Bank of America (BofA) com gestores de fundos na América Latina mostra que apenas 13% esperam que o Ibovespa, principal índice da B3, fique acima dos 140 mil pontos este ano, enquanto 60% estimam o real entre R$ 5,41 e R$ 5,70 em relação ao dólar em 2024.

Entre os setores da bolsa, os gestores veem os níveis de caixa das empresas em 5,6% em agosto, próximos aos níveis históricos. “Os setores com maior sobrepeso são serviços públicos e finanças. Já o setor de materiais está abaixo do peso, sendo que para 83% dos pesquisados, o estímulo na China não é suficiente para sustentar os preços das commodities nos próximos seis meses”, explica trecho do relatório.


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Já a visão dos gestores sobre a economia brasileira melhorou. Agora, mais de 60% dos consultados esperam uma alta do Produto Interno Bruto (PIB) entre 2% e 3% em 2024. Em julho, a expectativa de crescimento estava entre 1% e 2%.

Na avaliação dos gestores pesquisados pelo BofA, segundo o banco, o principal risco para a América Latina vem dos Estados Unidos, com 40% dos consultados considerando a desaceleração da maior economia do mundo como o maior risco de cauda para a região.

Apesar de o mercado precificar altas de 50 pontos para a Selic este ano, a pesquisa do BofA aponta que mais de 60% dos entrevistados veem o Banco Central (BC) mantendo o juro em 10,50% em 2024. Para o próximo ano, quase 20% dos gestores esperam que o ciclo de flexibilização seja retomado, levando a Selic para 9,50% e 10,25%.

Em relação à atividade econômica, os gestores que participaram da pesquisa acreditam que o Brasil terá um desempenho superior na América Latina em comparação ao México nos próximos seis meses. Aqui, a expectativa é que a atividade cresça entre 2 e 3% em 2024, enquanto no México o crescimento deve ser entre 1% e 2%.