BNDES e CVM reforçam apoio para o desenvolvimento do mercado de acesso
Com a proposta de debater as novas fronteiras do mercado de capitais e o desenvolvimento do mercado de acesso, um evento a portas fechadas reuniu em São Paulo representantes da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a BEE4 – promotora do encontro. O evento também contou com a presença de representantes dos principais bancos e corretoras do país.
Na abertura, a CEO da BEE4, Patrícia Stille, reforçou a importância do desenvolvimento do mercado de acesso brasileiro, afirmando que depende de um trabalho conjunto dos participantes do ecossistema, instituições de peso do mercado financeiro brasileiro. A BEE4 nasceu no âmbito do sandbox regulatório e é o único mercado regulado, além da B3, autorizado pela CVM a negociar ações, com licença também para atuar no segmento de renda fixa, o que a empresa planeja iniciar a partir de 2025.
O presidente da CVM, João Pedro Nascimento, comentou sobre a agenda da autarquia para promover inovações regulatórias, mencionando os esforços feitos para que o mercado brasileiro tenha uma nova norma para regular emissões de PMEs, ressaltando a importância desse segmento para a economia nacional. Nascimento enfatizou ainda que o desenvolvimento de um mercado de acesso robusto e com reais oportunidades de crescimento para PMEs precisa da participação ativa de todo o ecossistema financeiro.

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“A CVM está comprometida com a democratização do mercado de capitais e entende que, nesta dinâmica evolutiva, é fundamental promover maior inclusão de pequenas e médias empresas. A autarquia está trabalhando em abordagem regulatória flexível destinada a estes emissores”, comentou o presidente da CVM. “Nós temos a expectativa de submeter propostas à Consulta Pública este ano, conforme consta de nossa Agenda Regulatória.”
O desenvolvimento
Já o diretor Financeiro e de Mercado de Capitais do BNDES, Alexandre Abreu, apresentou alguns aspectos da nova estratégia de investimentos do banco, que prevê a ancoragem de ofertas públicas, incluindo IPOs de PMEs que acontecem no mercado BEE4, mostrando a agenda compromissada da instituição com o desenvolvimento do mercado de acesso.
“O BNDES está se preparando para retomar seus investimentos no mercado de capitais. Nosso objetivo é ancorar até 30% das ofertas públicas direcionadas ao segmento de PMEs. Atualmente, essas empresas são responsáveis por, aproximadamente, 70% dos empregos no país, desempenhando um papel essencial no desenvolvimento econômico”, reforça Abreu.
As PMEs são a espinha dorsal da economia, responsáveis pela geração de 8 entre 10 empregos no Brasil e cerca de 1/3 do Produto Interno Bruto (PIB), de acordo com o Fórum Econômico Mundial. Apesar de sua importância, as PMEs ainda enfrentam grandes desafios em relação ao acesso ao financiamento. Um relatório da McKinsey aponta para um déficit global superior a US$ 5 trilhões em funding para esse segmento, sendo 20% em LATAM - onde a economia brasileira é bastante relevante.
“Neste contexto, é muito relevante poder contar com o envolvimento tão próximo de grandes instituições financeiras para o desenvolvimento do mercado de acesso brasileiro. A construção e tração desse novo segmento serão moldadas pelo engajamento e esforço conjunto dos participantes que movimentam o mercado de capitais”, salienta a CEO da BEE4. “Sabemos que o mercado é cíclico e, na BEE4, temos visão de longo prazo, construindo um negócio para perdurar por gerações. A BEE4 foi criada para o Brasil”, completa.


