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Fundos Multimercados seguem no vermelho e de Ações desaceleram perdas

Redação Capital Aberto

A indústria de fundos de investimentos segue na trajetória de recuperação, após anos de perda de recursos. Dados do primeiro semestre do ano mostram uma captação líquida de R$ 159 bilhões. Em igual período de 2023, o segmento havia perdido, em termos líquidos, R$ 124,1 bilhões. Outros dados apresentados pela Anbima na divulgação do balanço do primeiro semestre também são positivos e reforçam um dinamismo melhor da indústria. As exceções, novamente, foram os fundos Multimercados e de Ações que ainda não interromperam o movimento de saques.

O patrimônio líquido dos fundos de investimentos em junho chegou a R$ 8,9 trilhões, avanço de 13,3% sobre junho de 2023. Na mesma base de comparação, o número de contas saltou 10,7% e o de fundos avançou 5,8%. “Quando olhamos a captação líquida acumulada nos primeiros seis meses dos últimos cinco anos, o desempenho nesse primeiro semestre é o segundo melhor do histórico mais recente e só perde para 2021, onde a gente teve R $ 274 bilhões”, comentou Pedro Rudge, diretor da Anbima, acrescentando que a recuperação se explica pela base ruim dos últimos dois anos, marcados por saques líquidos.

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Destaques por categoria

Quem puxou o desempenho no primeiro semestre, em ambiente de juro alto, foram os fundos de investimentos da categoria crédito privado, em particular os de duração livre e crédito livre que responderam por R$ 149,3 bilhões de ingressos, de um total de R$ 192,5 da classe. As categorias que jogaram para baixo o desempenho agregado foram, novamente os Multimercados e os de Ações. No primeiro semestre, os Multimercados perderam R$ 81 bilhões. “Quando a gente olha para as classificações, aqueles que tiveram mais resgate foram os produtos que podem investir mais de 40% no exterior, totalizando R$ 44,9 bilhões de saídas”, comenta Rudge. Já os fundos de ações, apesar de seguirem no vermelho, conseguiram desacelerar o movimento e perderam no semestre R$ 100 milhões. Em igual período de 2023, havia perdido R$ 36,5 bilhões.

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