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China e queda de juros devem favorecer investimentos no país, avalia Galípolo

Redação Capital Aberto

Gabriel Galípolo, diretor de Política Monetária do Banco Central
Gabriel Galípolo, diretor de Política Monetária do Banco Central

A retração do fluxo de capital estrangeiro na China, somada à tendência de corte dos juros globais, pode beneficiar o Brasil na disputa de recursos. A avaliação foi feita nesta sexta-feira (16) pelo diretor de política monetária do Banco Central, Gabriel Galípolo, durante evento da Bradesco Asset Management, mediado pelo economista da casa, mediado pelo economista-chefe da casa, Marcelo Toledo. 

“Parece haver uma retração e uma redução no fluxo de capitais para a China. Índia e México se beneficiaram muito durante esse período de recepção de investimentos também. Se tivermos sorte e apresentarmos bom comportamento da política econômica, o Brasil pode se apresentar como caso de eleição para atração de investimentos", continuou.

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Ele também disse que, apesar de o Fed ser o "farol do mundo" na precificação de ativos financeiros globais, o BC observa o rumo dos juros em países que disputam investimentos com o Brasil. Na sua avaliação, a eventual redução de juros de outras economias latino-americanas, particularmente o México, vai “relativamente transformar o Brasil num ponto mais atrativo, numa lógica mais atrativa de rentabilidade”.

Juros no Brasil

Sobre o impacto da redução das expectativas relacionadas ao início da queda dos juros nos Estados Unidos depois da divulgação da inflação (CPI)  acima do esperado nesta semana, Galípolo disse: “A gente vê esse sinal, mas ainda sem grandes impactos do ponto de vista de revisão das expectativas, pelo menos naquilo que se refere ao Brasil”. E voltou a defender a parcimônia do Banco Central na redução da Selic. “Isso acentua a recomendação de seguir o nosso caminho na trajetória de voo que a gente vem desenhando com a devida cautela”.