“Três mulheres no board influenciam”

Composição “As companhias não deviam estar procurando presidentes ou CEOs aposentados para compor os conselhos, mas profissionais capazes de contribuir de forma positiva para a estratégia da companhia. Muitas conselheiras poderiam exercer esse papel, colaborando nas mais diversas áreas. Na WCD, queremos ajudar nossas integrantes a serem as melhores conselheiras que puderem.”
Benefícios “Há estudos da Catalyst, da McKinsey e do Credit Suisse mostrando que companhias com mulheres no board registram desempenho financeiro superior, possuem índice maior de retenção de funcionários, são mais envolvidas em responsabilidade corporativa e tem mais visibilidade. Costumo dizer que uma mulher no board é invisível; duas já podem conspirar; e três influênciam.”

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Parcerias “Nós encorajamos CEOs, diretores, membros dos comitês de nomeação a conversarem com a WCD e pedir indicações de profissionais para vagas no conselho. Uma das nossas iniciativas envolve uma parceria com o International Finance Corporation (IFC), braço do Banco Mundial. O IFC investe em 150 companhias ao ano e, em toda empresa, possui de uma a três cadeiras no conselho. Por anos, todas eram direcionadas a executivos aposentados do Banco Mundial, mas isso não era justo: há mulheres superqualificadas, e elas também merecem essa oportunidade. Hoje, quando o IFC tem vagas para os boards de suas investidas, eles olham os currículos das conselheiras do WCD.”
Jovens conselheiras “Conforme as companhias percebem que precisam adotar uma estratégia digital e de mídias sociais, começam a buscar conselheiras mais novas. Importantes empresas de varejo têm feito isso. Anos atrás, o Walmart elegeu uma mulher de 33 anos para o board; e o Starbucks, uma de 29. Todas entendem de mídia social, são influentes e servem de inspiração para outras mulheres jovens.”
Cotas “Há muitas ferramentas para se aumentar o número de mulheres nos conselhos — e a cota é uma delas. Este sistema funciona e até mesmo o medo de ele entrar em vigor gera resultado. Na França, por exemplo, no intervalo em que as cotas estavam sendo discutidas, o número de mulheres nos conselhos dobrou em um ano. Um estudo da Spencer Stuart e a Harvard Business School, há dois anos, mostrou que nossas integrantes mais jovens eram bastante favoráveis às cotas.”
Companhias familiares “Os países com menos conselheiras estão na Ásia, onde há grandes companhias familiares. O Japão é um deles. O primeiro-ministro Shinzo Abe, contudo, está bastante engajado em mudar essa realidade. A WCD tem uma divisão no Japão e está trabalhando em conjunto com ele [a ideia é criar um programa abrangente para aumentar o número de conselheiras antes de 2020]. Interessante que, no Paquistão, 31% dos membros do conselho das empresas familiares são mulheres. Os homens acabam viajando para o exterior e não voltando, enquanto as mulheres fazem esse mesmo caminho, aprimoraram sua educação e retornam para o Paquistão para tomar conta dos negócios e da família.”


