Minas refratárias (Magnesita)

As mudanças visavam deixar o negócio menos exposto aos altos e baixos do segmento siderúrgico, cuja produção caiu no Brasil em 2014. Embora tenha ajudado a enfrentar um ano desafiador, a estratégia não bastou. A empresa, que tem entre seus principais acionistas o GP Investments, registrou prejuízo de R$ 97 milhões no período; a margem de Ebitda encolheu em relação a 2013; e os papéis caíram 33,3% entre os dias 26 de setembro e 26 de março.
Foram vários os obstáculos no caminho da Magnesita: o aumento dos custos operacionais no Brasil, o menor apetite por alguns minerais e os problemas políticos e econômicos em países clientes como a Venezuela. “As margens vieram abaixo da expectativa e do nosso potencial”, disse o presidente-executivo Octavio Pereira Lopes, em teleconferência de resultados em março.

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O endividamento também preocupa. No fim de 2014, a Magnesita apresentava dívida líquida de R$ 1,6 bilhão, 4,1 vezes o valor do Ebitda. A alavancagem foi prejudicada pelo impacto cambial — 60% dos títulos estão indexados ao dólar. Diante do cenário, em fevereiro a agência de classificação de risco Fitch revisou a nota de crédito da companhia de estável para negativa.
A diretoria, porém, se mantém otimista quanto ao futuro. Segundo Lopes, as margens tendem a melhorar em 2015, com recuperação de vendas e diluição de custos e despesas. A principal esperança é o mercado americano, que deve trazer uma demanda forte. “Será um ano difícil, mas continuamos na direção correta.”
A escolha das companhias para esta seção é feita a partir de um levantamento da Economática com a oscilação e o volume negociado mensalmente por ações que possuem giro mínimo de R$ 1 milhão por dia. A partir daí, são escolhidas aquelas que se destacam pelas variações positivas e negativas nos últimos seis meses.
