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Um Chicago boy na Fazenda?

Luciana Tanoue

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O novo ministro da economia, Joaquim Levy, participou de uma conversa com usuários do Facebook no último dia 9 de janeiro. Por meio da página do governo Portal Brasil, ele respondeu a perguntas (devidamente moderadas) de várias pessoas. Foram quase 500 comentários com perguntas para Levy. Ele, evidentemente, não conseguiu responder todas.

Muitas delas tinham preocupações bastante atuais e pertinentes dos brasileiros: será que o ministro vai aumentar os impostos? E o seguro-desemprego, como fica? Uma das mais questões mais curtidas, entretanto, não dizia respeito ao futuro do país, e sim às posições econômicas e ideológicas de Levy. “Você se considera um Chicago boy?”, perguntou um usuário.

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Ele se referia ao apelido dado aos economistas que seguem os preceitos da escola de Chicago, vertente liberal e monetarista cujo maior expoente foi Milton Friedman. Levy disse que a pergunta era “divertida” e se dedicou a explicar para leigos o conceito e a não responder diretamente se se considerava um Chicago boy ou não. Um trecho de sua resposta, entretanto, deixa claro sua simpatia pela linha de pensamento:

“Essa universidade tinha um professor que dizia uma frase que ficou muito conhecida — e que a gente sabe que tem seu grão de verdade: “Ninguém come realmente de graça”. Sabe-se que quando alguém passeia ou faz alguma coisa sem pagar, outra pessoa está pagando. Então, essa frase é importante para quem está no governo. Tudo o que o governo dá é pago pelo contribuinte. Então, a gente tem que ter muito cuidado em como usa o dinheiro, para garantir que as pessoas certas, às quais a lei dá o direito, sejam as que receberão os benefícios de que precisam”, respondeu.