Entre ondas (Mills)

A má fase está ligada ao perfil de faturamento da empresa, que aluga equipamentos para obras de infraestrutura e construção civil. A atividade fraca nessas indústrias criou uma espécie de tempestade perfeita para o negócio, que se agravou com a revelação dos escândalos de corrupção da Operação Lava Jato no fim do ano — na berlinda, estão algumas das maiores empreiteiras do País, clientes da Mills. O lucro líquido da companhia no terceiro trimestre caiu para R$ 3,2 milhões, 92% menor que o do mesmo período de 2013.
Na divisão de edificações, que atende incorporadoras e construtoras, a queda no número de lançamentos imobiliários foi o maior problema. A tendência, iniciada em 2012, atinge diretamente a empresa, já que seus produtos são utilizados na primeira fase da construção de um empreendimento. Entre julho e setembro, a receita dessa área de negócios caiu 58,6% em relação a um ano antes.

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O período de entressafra não deve durar muito. Espera-se que, a despeito da perspectiva de cortes e ajustes no orçamento federal no segundo mandato do governo Dilma Rousseff, o setor de infraestrutura traga boas notícias nos próximos anos. Com base em dados do BNDES, a empresa estima que os investimentos em obras e na indústria atinjam R$ 1,7 trilhão entre 2014 e 2017, uma expansão de 32% sobre o período de 2009 a 2012. “No médio e no longo prazos, as perspectivas para a companhia são boas”, diz Felipe Silveira, da corretora Coinvalores.
A escolha das companhias para esta seção é feita a partir de um levantamento da Economática com a oscilação e o volume negociado mensalmente por ações que possuem giro mínimo de R$ 1 milhão por dia. A partir daí, são escolhidas aquelas que se destacam pelas variações positivas e negativas nos últimos seis meses.
