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Consultoria de voto compra briga por direitos dos acionistas

Bruna Maia Carrion

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A Glass Lewis divulgou suas linhas de ação para 2015. A segunda maior consultoria de voto do mundo será bastante rígida com empresas que atrapalhem a convocação de assembleias por acionistas, adotem a estrutura de classified board — em que os mandatos dos conselheiros terminam em prazos diferentes, dificultando uma mudança total do órgão de administração — ou tomem qualquer medida que possa minar os direitos do acionista. O voto recomendado, em casos como esses, será contrário à eleição dos membros do comitê de governança das companhias.

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Esse órgão também será alvejado se o conselho não tiver implementado medidas aprovadas pela maioria dos acionistas em assembleias anteriores. A Glass Lewis prometeu prestar atenção a mecanismos de defesa contra aquisições, como as poison pills e o classified board. Caso a empresa faça um IPO com essas cláusulas previstas no estatuto e não dê a oportunidade de os sócios efetuarem sua aprovação (ou exclusão) no primeiro encontro de acionistas após a abertura de capital, a consultoria recomendará voto contrário à reeleição de todos os conselheiros que ocupavam o cargo no momento em que as provisões foram criadas.

Ilustração: Rodrigo Auada