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E, de repente, brasileiros se preocupam com a bolsa de valores

Bruna Maia Carrion

Brasileiros não são afeitos a investir na bolsa de valores. Temos 366 empresas listadas; nossa taxa de poupança equivaleu a 15% do PIB em 2012, de acordo com dados do Banco Mundial. Os sul-coreanos, por exemplo, poupam 35% e têm mais de 1,7 mil companhias cotadas em bolsa em que podem aplicar seus recursos. Mas, de repente, a bolsa de valores e o Índice Bovespa (Ibovespa) passaram a fazer parte dos comentários das redes sociais. Conceda-se: não foi nem um pouco de repente. A culpa foram as eleições. Se antes do pleito já se falava das oscilações, depois da escolha pela reeleição de Dilma Rousseff, com 51,64% dos votos válidos, o assunto está bombando.

Alguns reclamam da queda de quase 10% das ações da Petrobras e de 2,72% do Ibovespa nesta segunda-feira.

Outros reclamam da ganância de quem investe na bolsa. Há quem faça piadas.

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E há, também, quem esteja achando muito estranho esse súbito interesse nacional pelo pregão. 

Será que nos próximos quatro anos o que acontece na economia e na BM&FBovespa vai continuar sendo um assunto popular por aqui? 

Vale registrar que os gringos também estão comentando o efeito pós-pregão na bolsa local. O site Business Insider, usa um de seus habituais títulos hiperbólicos, e diz que "as ações brasileiras estão sendo dizimadas". Já o Yahoo Finance anunciava que seria um dia brutal para os fundos de índice ligados a Brasil.