Demissões na Usiminas revelam racha no bloco de controle

O racha ficou evidente após um conselheiro da Usiminas, indicado pela Nippon, denunciar os três executivos por irregularidades na remuneração. Investigações internas apontam que eles teriam recebido benefícios não previstos no pacote de remuneração aprovado anualmente pelo conselho. Os diretores haviam sido indicados pelos argentinos.

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A questão foi levada à reunião do board, composto de dez membros. Votaram a favor da destituição três conselheiros indicados pela Nippon e dois representantes dos minoritários. Os cinco conselheiros da cota da Ternium foram contrários à proposta. O voto de minerva coube ao chairman Paulo Penido Marques: alinhado aos japoneses que o recomendaram para o cargo, ele votou a favor do desligamento dos executivos.
A demissão gerou um burburinho — a Nippon estaria querendo minar a influência da Ternium na companhia. O duelo, agora, será para fazer valer o acordo de acionistas. O documento prevê que os integrantes do bloco de controle votem em consenso, a partir de uma reunião previamente realizada. Como na demissão dos executivos não houve esse acerto, a Ternium quer provar que a Nippon violou o trato. Temporariamente, a Usiminas será comandada pelo diretor Rômel Erwin de Souza.
Ilustração: Rodrigo Auada


