Taurus convoca nova assembleia para votar ação de responsabilidade civil contra os próprios administradores
O conselho de administração da Forjas Taurus convocou uma assembleia extraordinária para votar alguns dos temas mais polêmicos que rondam a companhia. Estão na pauta do encontro do dia 25 de novembro a aprovação das contas dos exercícios de 2012 e 2013 e a abertura de uma ação de responsabilidade civil contra os próprios administradores, inclusive o empresário Luis Estima. A proposta foi divulgada hoje, no site da companhia.
A convocação tem um longo pano de fundo. Há anos, investidores minoritários liderados pela Previ, fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, vasculham a Taurus para provar as artimanhas que seriam comandadas por Estima, ex-controlador da companhia. Uma delas é a possibilidade de que tenha havido fraude contábil na venda de uma subsidiária, o que acarretou problemas nos balanços de 2012 e 2013. Por isso, as contas destes mesmos exercícios voltarão à pauta da assembleia de novembro.

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A tentativa de responsabilizar os administradores na esfera civil é uma medida drástica e pouco usual no mercado de capitais. Caso a ação seja aprovada, todos os executivos acionados são imediatamente destituídos do cargo, o que exigirá a realização de uma nova eleição. No caso da Taurus, o pleito, se necessário, será realizado também no dia 25 de novembro.
Todos os problemas da Taurus estão narrados na reportagem “Venda disfarçada”, que sairá na edição de outubro da Capital Aberto. A matéria abordará as investigações conduzidas pela CVM, inclusive aquela em torno da suspeita de que Estima camuflou a venda do controle da própria empresa chamando um aumento de capital. Desde o fim da operação, a maioria das ações ordinárias da Taurus pertence à CBC.
