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Sob sanções do Ocidente, empresas russas se voltam para a Ásia

Bruna Maia Carrion

A Rússia não comprou apenas uma briga com a Ucrânia ao anexar territórios do vizinho, que pretende sair da esfera de influência russa e entrar na União Europeia (UE). O país arranjou um entrevero com o Ocidente como um todo. As potências europeias e os Estados Unidos não gostaram do avanço de Vladimir Putin na região e impuseram algumas sanções econômicas a empresas russas. Uma das alvejadas foi a produtora de gás Gazprom. Em uma nova rodada de sanções anunciada dia 12 de setembro, a companhia entrou na lista das que não podem captar recursos em várias nações ocidentais — mais notadamente, os 28 países da UE e nos Estados Unidos. Antevendo esse tipo de movimento, em junho a empresa listou recibos de ações (DRs, na sigla em inglês) na bolsa de valores de Cingapura. E, uma semana após o anúncio das novas restrições, em 19 de setembro, anunciou em sua conta oficial no Twitter travar conversas com a bolsa de valores de Hong Kong sobre uma possível listagem.

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