Portugueses aprovam fusão de Portugal Telecom e Oi
Os minoritários da Portugal Telecom (PT) aprovaram, hoje, a fusão entre a telefônica portuguesa e a Oi. Em linha com a proposta do conselho de administração, os acionistas da PT ficarão com 26,5% do capital da CorpCo, companhia que será o resultado da junção das duas empresas. Originalmente, os portugueses ficariam com 37,3%, mas a fatia foi reduzida após o escândalo da RioForte.
Em abril, a Portugal Telecom emprestou € 897 milhões à RioForte. A empresa pertence ao Grupo Espírito Santo, que, por sua vez, é um dos principais acionistas da própria PT. Não bastasse o conflito decorrente da estreita relação entre as companhias, a RioForte deu um calote na tele europeia. Por isso, o percentual da PT na CorpCo foi reduzido.

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De acordo com o Jornal de Notícias, periódico português, a assembleia durou mais de quatro horas e terminou com a aprovação de 98,25% dos presentes — a Oi, por estar diretamente interessada no negócio, não votou.
Acionistas da telefônica brasileira, insatisfeitos com a estrutura de operação desde que ela foi anunciada, em outubro do ano passado, argumentam que a diluição da sócia europeia deveria ser ainda maior. No entanto, na BM&FBovespa, Oi PN fechou em alta de 1,25%, cotada a R$ 1,26.


