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Finlândia quer fundos de pensão mais transparentes

Bruna Maia Carrion

Funcionários do alto escalão dos fundos de pensão finlandeses — como diretores, conselheiros, suplentes e auditores — terão que aumentar a prestação de contas ao regulador. Será necessário reportar investimentos pessoais (em ações e de outros tipos), além de divulgar transações de valor significativo, como a compra de imóveis.

A medida faz parte de um projeto apresentado pelo governo local ao Congresso, no começo de agosto. Busca-se responder a um escândalo que atingiu o Keva, maior fundo de pensão do país, em novembro de 2013. A diretora Merja Ailus se demitiu após reportagens da mídia local questionarem regalias que ela tinha na entidade de previdência fechada. Merja admitiu ter usado dinheiro da instituição para pagar despesas pessoais.

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A investigação do episódio concluiu que as regras de transparência e conflitos de interesse nos fundos de pensão eram insuficientes. Para atacar o segundo problema, a lei prevê que o conselheiros ou executivo de um fundo de pensão não possa participar de negociações com uma companhia se for funcionário de alto-escalão ou membro de algum órgão administrativo dela. Se aprovado, o diploma entrará em vigor a partir de janeiro de 2015.