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Brigas internas da PIMCO voltam a ser assunto na internet

Bruna Maia Carrion

Pense num profissional tão irritadiço que leva os colegas e subordinados a pedirem demissão caso ele não dê o fora da companhia. Esse é o cofundador da gestora Pimco, cujo nome, ironicamente é Bill Gross ("gross" significa rude, em inglês). Hoje foi anunciado que ele estava deixando a empresa que ajudou a fundar — e na qual permaneceu por 43 anos — para se juntar à rival Janus Capital Group.

Pressões internas teriam contribuído para essa decisão. Foi o caso de cinco executivos que ameaçavam se demitir da gestora caso Gross não saísse. Charles Gasparino, jornalista e polêmico de plantão da Fox News, acredita, entretanto, que o buraco é mais embaixo. O comportamento explosivo do executivo teria se intensificado nos últimos tempos porque ele vinha resistindo ao plano de sucessão que a alemã Allianz tentava implantar na gestora, que adquiriu em 2000. Gasparino é ainda mais específico: "Um documento interno da Pimco deixa claro: Gross destestava a Allianz e a Allianz detestava Gross".

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Os gritos do executivo já haviam virado notícia em janeiro desse ano, quando o CEO da Pimco, Mohamed El-Erian, anunciou que pretendia deixar o cargo para permanecer apenas como consultor econômico da Allianz. Chegou-se a cogitar que El-Erian estava cansado de lidar com o colega. Entretanto, uma notícia da Reuters de 23 de setembro que ganhou a internet hoje dá uma versão mais simpática. Ele saiu após receber da filha de dez anos uma carta em que ela listava todos os momentos de sua vida que o pai perdeu porque estava ocupado demais, trabalhando.