A vitória de Tanure em dois conselhos


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As vagas do conselho fiscal, no entanto, foram alvo de disputa. Um grupo de minoritários se articulou para tentar eleger pelo menos um membro, mas a iniciativa foi frustrada. Acionistas detentores de aproximadamente 1% dos votos haviam indicado o arquiteto Renzo Bernardi para uma das vagas, com o economista Edson Lopes Correa como suplente. Em outra frente, candidatou-se o advogado Celso Tanus Atem, sobre o qual pesa condenação da CVM por fraude contra o fundo FITVM Librium, da Fundação de Assistência e Previdência Social do BNDES (ele recorre contra a punição na Justiça).
O clima de beligerância entre os minoritários e Tanure dominou a reunião. O empresário repudiou a candidatura de Bernardi em razão de declarações feitas por ele, em tom jocoso, de que os acionistas dariam um “rolezinho” na assembleia da HRT — coisa que Tanure interpretou como um convite à desordem. Bernardi, de seu lado, alega que houve tentativa de boicotar sua candidatura, a começar pela demora da administração em divulgar o seu nome. Ele afirma ter apresentado a documentação à empresa e à CVM no dia 7 de março, mas a publicação do aviso aos acionistas ocorreu somente no dia 14. Atem, por outro lado, encaminhou sua candidatura no dia 17, e esta foi informada aos acionistas no dia seguinte. Acabaram eleitos para o conselho fiscal três candidatos indicados por Tanure.
Ilustração: Eric Peleias
