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Bônus antecipados crescem nos Estados Unidos

Bruna Maia Carrion

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As companhias americanas estão cada vez mais generosas com seus executivos novos. De acordo com um levantamento da consultoria GMI Ratings, no ano passado 70 empresas ofereceram aos diretores recém-contratados um pagamento antecipado de bônus — o chamado “golden-hello” —, contra 41 em 2012.

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A prática tem como objetivo principal atrair diretores que atuam em outras companhias. Mas a história mostra que é bom os acionistas ficarem de olho. Em abril, por exemplo, a varejista de roupas J.C. Penney demitiu o diretor executivo Ron Johnson 17 meses depois de lhe dar US$ 52,7 milhões em ações. Esse foi o “prêmio” para atrair o então vice-presidente de operações de varejo da Apple. Durante o período em que Johnson esteve na J.C. Penney, as ações da empresa despencaram 50%.

As companhias adeptas do golden-hello recebem nota baixa na avaliação da GMI para políticas de remuneração. Numa escala que vai de A a F, a maioria recebe D. Segundo as empresas, o incentivo tem como função compensar o dinheiro que o profissional deixa de receber ao sair de seu emprego anterior.