Companhias brasileiras querem as bolsas americanas

“O momento do mercado americano, em franca recuperação, explica o interesse das empresas brasileiras em se listar na Nasdaq”, diz Luiz Sette, sócio do escritório Azevedo Sette Advogados. Nas mãos do profissional estão duas empresas de tecnologia que já começaram a se movimentar rumo ao Norte. Outras companhias, como a loja eletrônica de artigos esportivos Netshoes e a Samba Tech, especializada em soluções para vídeos on-line, também manifestaram recentemente o interesse em abrir o capital na bolsa americana.

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Um dos aspectos que chamam a atenção dos empreendedores é a atividade dos pregões nos Estados Unidos: apenas nos primeiros 20 dias de agosto, 22 ofertas públicas iniciais (IPOs) foram realizadas no país, sendo oito na Nasdaq. Na BM&FBovespa, houve apenas sete operações do tipo durante o ano inteiro. O tamanho das ofertas também é um atrativo do mercado americano. Dos 22 IPOs de agosto, apenas dois se aproximaram de US$ 1 bilhão. Outros sete foram inferiores a US$ 100 milhões, um montante considerado adequado para o setor de tecnologia. No Brasil, praticamente todas as emissões iniciais somaram pelo menos meio bilhão de reais — a exceção foi a Senior Solution, especializada no desenvolvimento de softwares financeiros.
Atualmente, apenas uma brasileira tem ações negociadas na Nasdaq: a Net Serviços de Comunicação. Mas há quase uma centena de chinesas por lá, muitas delas listadas na última década. A Nasdaq cobra até US$ 75 mil por uma oferta inicial de ações, mais taxas de cerca US$ 30 mil por ano. Já a BM&FBovespa pede R$ 51 mil pela emissão, mais anuidade entre R$ 35 mil e R$ 850 mil, dependendo do porte da empresa. No Bovespa Mais, o segmento de acesso da bolsa brasileira, há isenção da taxa de listagem e descontos na anuidade.
