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Conselho da HP vive dias tumultuados

Bruna Maia Carrion

A troca de comando no board da gigante da informática Hewlett-Packard (HP) mostra que o espaço para conselheiros incompetentes vem caindo. Em 2012, a empresa perdeu quase US$ 9 bilhões num negócio furado, o que enfureceu boa parte dos acionistas. Como resultado, dois conselheiros da companhia renunciaram, mesmo após terem sido reeleitos pela assembleia geral. John Hammergren e Kennedy Thompson tiveram pouco mais de 50% de aprovação e preferiram partir.

Ray Lane, o presidente, renunciou ao posto, mas permanece como conselheiro. Para a consultoria de votos Glass Lewis, as baixas percentagens obtidas por esses profissionais deixaram clara a insatisfação dos investidores com o trabalho do conselho. Enquanto a HP busca um novo chairman, o investidor ativista Ralph Whitworth, fundador da Relational Investors LLC, assumirá o papel. Antes, ele ocupava o cargo de conselheiro independente, temporariamente extinto.

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O estopim da bagunça foi a compra da fabricante inglesa de software Autonomy por US$ 11 bilhões, quando ela valia bem menos. Para o jornal The New York Times, a mudança no conselho é positiva para Meg Whitman, CEO da HP desde 2011. Por enquanto, Meg tem sido poupada pelos investidores, já que a fatídica compra ocorreu antes de ela assumir o cargo, na curta e desastrosa gestão de Leo Apotheker. Mas a pressão para reverter a situação da empresa é grande. Mesmo líder de vendas, a HP tem enfrentado prejuízos há alguns anos.