Bolsas da Argentina se unem para formar a B&MA
O mercado de valores mobiliá-rios da Argentina está se tornando mais concentrado. Em março, a Bolsa de Comércio de Buenos Aires (BCBA) e o Mercado de Valores de Buenos Aires (Merval) anunciaram que irão se unir para formar a Bolsas & Mercados Argentinos (B&MA), empresa que terá ações listadas. A operação ainda não foi concluída, mas já se sabe que não vai parar por aí. Em abril, BCBA e Merval firmaram um acordo com o Mercado de Valores de Córdoba (MVC), uma bolsa de valores regional. A intenção é integrar os sistemas do pregão de Córdoba com o da futura B&MA.
A situação argentina é parecida com a do Brasil na década passada, quando várias bolsas de valores passaram por fusões até que, em 2008, surgiu a BM&FBovespa — resultado da união das duas últimas grandes bolsas brasileiras. Atualmente, o mercado argentino ainda é bastante fragmentado, com diversos pregões regionais espalhados pelo país. De acordo com o jornal local Cronista, o governo da Argentina vê positivamente a união e espera que outras instituições, como o Mercado de Futuros y Opciones de Rosario (Rofex) e o Mercado Aberto Eletrónico (MAE), integrem suas plataformas com a B&MA.

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A visão do periódico Wall Street Journal sobre o movimento, entretanto, é cética. A publicação americana destacou que, apesar de a Argentina ser a terceira maior economia da América Latina, os volumes negociados são mínimos quando comparados aos de outros mercados da região. Entre os obstáculos citados pelo jornal para o desenvolvimento do mercado de capitais local, destaca-se a insegurança trazida por atitudes do governo, como a nacionalização dos sistemas privados de previdência, levada a cabo em 2008. Outro entrave é o rígido controle de capital — investidores não residentes são obrigados a depositar no Banco Central da Argentina, durante um ano, 30% do total investido no país.
