Grupo de conselheiros promete esquentar as assembleias

O objetivo é evitar que as cadeiras acabem ocupadas por membros indicados pelo controlador, ou fiquem vagas, porque os minoritários não se mobilizaram para ocupá-las. As candidaturas não são, portanto, necessariamente uma reação a insatisfações com a atual gestão, e sim uma tomada dos espaços reservados pela Lei das S.As. ou pelos regulamentos dos níveis diferenciados.

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Caso haja proposta da administração para aumento da remuneração dos administradores, o grupo promete adotar uma postura combativa. Será contrário à elevação dos salários por considerar que nenhuma das sete companhias registra desempenho bom o suficiente para conceder esse benefício aos executivos. No Brasil, o único caso recente de veto dos acionistas a uma proposta de remuneração aconteceu na PDG, em 2011. Na ocasião, apesar de a sugestão ter sido de manutenção do limite de R$ 30 milhões ao ano, os investidores reprovaram o item diante do fato de que no ano anterior, a despeito do teto, os salários tinham somado R$ 55 milhões — a maior parte decorrente de opções em que os executivos apostavam na baixa das ações da própria PDG.
Para viabilizar as candidaturas e ter chances reais de sucesso nas eleições, o GGC tem peregrinado em busca de simpatizantes. Eles realizaram até mesmo uma rodada de visitas a gestores de recursos baseados nos Estados Unidos. Além de Parisotto, outros aplicadores de peso teriam aderido à iniciativa, dentre eles investidores institucionais locais, mas esses preferiram não se identificar.
Em troca de votos, os membros do GGC se comprometem a não ocupar mais de cinco assentos simultaneamente e a seguir as recomendações dos códigos de governança do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC) e da Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil (Previ). Todos os conselheiros — serão no máximo dez — são certificados pelo IBGC. Concorrerão neste ano, além de Gasparino, Telma Suzana Mezia (conselheira da Previ), Julio Cardoso (professor da Fundação Getulio Vargas), Arlindo Magno de Oliveira (conselheiro da Centrais Elétricas de Santa Catarina), Josimar Bignotto (executivo da Goodyear), Manuel Jeremias Leite Caldas (conselheiro da Eletrobras e da Eletropaulo), e o advogado Robert Juenemann. (Yuki Yokoi)
