Say on pay chega às assembleias israelenses
O mercado de capitais de Israel optou por seguir a tendência mundial e aprovar o say on pay — prática em que os acionistas opinam, em assembleia, sobre a remuneração dos principais executivos. O procedimento se tornará obrigatório a partir deste mês, quando entra em vigor uma emenda na lei que regula as companhias israelenses.
A lei prevê também que, a cada três anos, a política de compensação dos principais executivos das companhias abertas do país seja exposta aos acionistas e submetida à votação. Nela, deverá ser explicado como os salários de diretores e conselheiros estão alinhados às metas de longo e curto prazos. As empresas também terão de constituir um comitê de remuneração, formado apenas por conselheiros independentes. Acionistas controladores e partes relacionadas a eles não terão direito a voto nessa matéria.

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Outro requisito é a obrigatoriedade das companhias de formularem cláusulas de devolução de remuneração, que deverão ser acionadas nos casos em que os executivos recebam prêmios baseados em informações financeiras incorretas ou falhem em cumprir seus deveres fiduciários.
Nos Estados Unidos, o say on pay vem causando alvoroço entre as companhias. De acordo com dados do website de governança corporativa The Corporate Counsel, em 2011, 44 empresas norte-americanas tiveram seus pacotes de remuneração reprovados pelos acionistas. Até o início de junho, 49 empresas enfrentaram essa situação.


