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Monopólio de clearing na Austrália chega ao fim

Bruna Maia Carrion

O grupo de clearing europeu LHC Clearnet anunciou, em dezembro, que pretende operar na Austrália, oferecendo seu serviço de compensação para negociações de derivativos no mercado de balcão. Se o plano se concretizar, será o fim do monopólio da clearing pertencente à Australian Securities Exchange (ASX). De acordo com nota divulgada pela World Federation of Exchanges (WFE), quatro dos cinco bancos locais já manifestaram interesse em usar a nova plataforma.

A LHC também planeja atuar como câmara de liquidação e espera o Council of Financial Regulation, regulador local, terminar seu estudo sobre competição nesse mercado. Em maio de 2012, o presidente da Chi-X Australia, bolsa concorrente da Australian Securities Exchange, declarou ao Wall Street Journal que apoiava fortemente o projeto da LHC Clearnet. Quando entrou no país, em 2011, a Chi-X assinou um contrato de 60 meses, aceitando pagar 275 mil dólares australianos (R$ 506 mil) anuais pelo serviço de clearing da ASX.

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A ASX tem uma estrutura vertical, que comporta também os serviços de compensação e liquidação. O serviço de clearing é considerado elemento-chave para a viabilidade comercial de uma bolsa de valores. Tanto que ele foi um dos itens que estragaram uma das uniões entre pregões mais esperadas em 2012: o da Nyse Euronext, controladora de várias bolsas norte-americanas e europeias, com a Deutsche Börse, da Alemanha. Em dezembro, a Nyse foi comprada pela IntercontinentalExchange (Ice).