Eles não são mais os mesmos


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O primeiro é a dificuldade dessas instituições em cumprirem a tese de investimento apregoada no IPO. Em 2007, os bancos médios diziam que a principal vantagem competitiva do seu modelo de negócio era a atuação em nichos não desbravados pelas grandes instituições financeiras, como o de médias empresas e o de crédito consignado. Esse diferencial, porém, não é mais uma realidade. Além disso, o lucro obtido com a concessão desse tipo de empréstimo diminuiu. "Essa modalidade de crédito passa por uma fase de amadurecimento e, hoje, não apresenta mais as altas taxas de crescimento que experimentava em 2004", observa Aloísio Lemos, analista da Ágora. Para os bancos médios com foco em empréstimos para o "middle market", é esperado que o crescimento econômico mais tímido prejudique a expansão dessa carteira. No Sofisa, a carteira de crédito do segmento empresas atingiu R$ 1,7 bilhão no primeiro trimestre de 2012, uma redução de 7% em relação ao quarto trimestre de 2011.
A descoberta de irregularidades no Panamericano e, mais recentemente, no Cruzeiro do Sul, também espalham insegurança no setor. No fim de março, antes mesmo de os problemas no Cruzeiro do Sul se tornarem públicos, a Moody’s rebaixou todos os ratings do banco. Um dos motivos, segundo a agência de classificação de risco, foi a "complexidade da estrutura do balanço (...) e a opacidade das informações financeiras". "Mas não dá para dizer que esse seja um problema do setor de bancos médios como um todo", pondera Alexandre Albuquerque, analista da Moody’s.
