Central de derivativos terá nova ferramenta de consulta
A partir de março, mês em que completa um ano em funcionamento, a Central de Exposição de Derivativos (CED) planeja oferecer uma nova ferramenta de consulta. Atualmente, a CED permite que os bancos identifiquem apenas a exposição individual de cada cliente a derivativos, pelo respectivo número de Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ). Com o novo método, os bancos participantes do sistema poderão fazer checagens por lotes de empresas, adotando critérios como setor de atividade ou grupo econômico. O objetivo é dar mais agilidade, principalmente, aos analistas de crédito, que se tornaram usuários frequentes das informações da CED. Dessa maneira, eles poderão traçar tendências de mercado, avaliando o grau de alavancagem de grupos empresariais ou segmentos da economia.


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Para alcançar plenamente seus objetivos, a CED busca agora ampliar o número de instituições filiadas. Hoje, nove bancos estão aptos a efetuar consultas. Outros cinco estão em processo de adesão, mas a meta é chegar ao fim de 2012 com algo como 30 bancos que, somados, representariam 95% do total de ativos do sistema financeiro brasileiro.
Uma parte importante da expansão depende do esforço das instituições financeiras. Como os contratos de derivativos firmados são sigilosos, a verificação das posições dos clientes só pode ocorrer se autorizada previamente. A tarefa de convencê–los cabe aos bancos. "Estamos perto de mil autorizações de consultas, e o crescimento tem sido rápido", destaca Fernando Iglesias, diretor da CED.


