Apesar da crise, negociação de DRs bate recorde
Enquanto o mercado acionário patina, o de recibos de ações (DRs, na sigla em inglês) continua resiliente. Entre janeiro e novembro de 2011, 54 companhias estrangeiras captaram US$ 14,6 bilhões por meio de ofertas públicas iniciais e subsequentes de recibos de ações em Nova York, Londres, Luxemburgo, Hong Kong e Cingapura. Os números, apesar de mais modestos que os de 2010 — naquele ano, até novembro, 94 companhias arrecadaram US$ 20,3 bilhões — não foram suficientes para impedir um bom ano para os DRs. Segundo relatório divulgado em dezembro pelo J.P. Morgan, o volume de negociação desses papéis bateu novo recorde: US$ 160 bilhões nos primeiros onze meses do ano passado, em comparação aos US$ 138 bilhões registrados no mesmo período de 2010.

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Quem investiu em DRs se deu bem. Entre janeiro e novembro, esses papéis tiveram alta de 12%, enquanto as ações dos índices MSCI World e o MSCI Emerging Markets caíram 8% e 20%, respectivamente. "Mesmo num ano desafiador para o mercado de capitais global, os DRs têm garantido bons resultados. O crescimento do volume de negociação dos recibos prova que a sua popularidade continua alta entre emissores e investidores", diz Dennis Bon, diretor global de negócios com DRs do J.P. Morgan.
O estudo do banco também revelou um dado curioso. Os IPOs de DRs feitos nos Estados Unidos não aparecem, dessa vez, como os que captaram os maiores volumes de recursos. O posto foi ocupado por Londres. As ofertas iniciais de recibos de ações no pregão londrino captaram 46% (ou US$ 3,3 bilhões) de todo do montante obtido com os IPOs de DRs (US$ 7,1 bilhões). As ofertas realizadas na Nyse e na Nasdaq arrecadaram 29% (ou US$ 2,1 bilhões). Segundo Vikas Taimni, gerente de produto de DRs do J.P. Morgan, essa mudança é resultado de um número maior de ofertas iniciais de companhias russas, que tradicionalmente preferem se listar em Londres. Ao todo, seis emissoras da Rússia fizeram IPOs lá.


