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Após Japão e Rússia, Turquia planeja fundir bolsas

Luciana Tanoue

A Bolsa de Valores de Istambul (ISE) e a TurkDex, principal bolsa de derivativos do país, localizada em Izmir, podem se fundir em breve. O movimento é o mais recente sinal de que os países com múltiplas bolsas estão sob pressão para consolidá–las, com o objetivo de reforçar a competitividade de seus mercados de capitais. Em novembro, as duas maiores bolsas do Japão (a de Tokyo e a de Osaka) anunciaram sua fusão. O mesmo caminho segue a Bolsa de Valores de Moscou e a Russian Trading System (RTS), cuja união é esperada para o fim do ano.

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Em entrevista ao Financial Times, Hüseyin Erkan, executivo–chefe da ISE, afirmou que o governo da Turquia, controlador da Bolsa de Istambul, está descontente com a importância do mercado de capitais do país. Nesse sentido, a fusão da ISE com a TurkDex poderia alçar Istambul ao posto de centro financeiro da região. "O governo está ansioso para equiparar o mercado de capitais da Turquia, em termos de competitividade, com o de outros países." Hoje, a Bolsa de Istambul detém uma participação de 18% na Russian Trading System. Erkan acredita que, após a fusão, o governo poderá privatizar a nova bolsa.

Além da ISE e da TurkDex, a Turquia tem mais de cem bolsas de commodities, a maioria comandada pelos municípios. "Os reguladores estão interessados em consolidar essas plataformas. Eles sabem que não é sustentável ter muitas delas na Turquia", declara o executivo–chefe da ISE. De acordo com ele, a Bolsa de Istambul trabalha, atualmente, na formação de alianças com outras bolsas nos Bálcãs.