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Gestora de fundo imobiliário cria área de RI

Marcelo Loureiro

Adriano Mantesso, superintendente da Brazilian Capital, consultoria e gestora de investimentos imobiliários, pensava em estratégias para popularizar a aplicação em fundos de investimento imobiliário (FIIs). Uma ideia simples veio no fim do ano passado e, agora, começa a ganhar vida: uma área de relações com investidores (RI).

O FII Brazilian Capital Real Estate Fund I foi o primeiro agraciado com a novidade. Com valor de mercado de cerca R$ 2 bilhões, o maior FII do Brasil que investe em escritórios comerciais se comporta como uma companhia aberta desde dezembro de 2010, quando fez sua estreia na Bolsa. Além da área de RI, o fundo tem um formador de mercado e cobertura de analista.

“A base de cotistas é constituída por quem já entende de FIIs. Queremos formar novos investidores”, diz Mantesso. A consultoria Global RI aceitou o desafio de criar a estrutura de atendimento aos cotistas. Um site já está no ar, e três profissionais tocam o dia a dia da área. “Estamos aprendendo juntos. Não é um produto de prateleira”, diz Paulo Henrique Praes, diretor da consultoria.

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A promoção de reuniões Apimec é uma das táticas usadas pelo novo serviço para aproximar o fundo dos clientes. Durante o mês de junho, os investidores de Porto Alegre, Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo puderam conferir ao vivo a novidade. “Destacamos os benefícios fiscais da carteira para, no passo seguinte, anunciar a especificidade desse fundo, que é a gestão ativa”, esclarece Praes.

Diferentemente dos fundos passivos — que nascem, vivem e morrem com os mesmos empreendimentos no patrimônio —, a carteira em questão pode negociar os ativos e se alavancar. Essas peculiaridades fazem dela uma concorrente das empresas do setor de incorporação comercial. Mas, na visão da Brazilian Capital, poucos investidores sabem disso.