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Estágio incipiente

Yuki Yokoi

Vetados como item obrigatório na reforma dos regulamentos do Novo Mercado e do Nível 2 de governança corporativa da BM&FBovespa, os comitês de auditoria caminham a passos lentos. Dentre as companhias do Novo Mercado, só 36% possuem o órgão. No grupo das 50 empresas mais negociadas da listagem tradicional, a incidência cai para 26%, segundo a pesquisa anual realizada pelo Audit Committee Institute (ACI), da KPMG.

Além do Brasil, foram pesquisados outros 33 países. Somente metade dos consultados — 1.240 membros de comitês de auditoria em todo o mundo — afirmou atuar em comitês em que todos os membros são independentes. A pesquisa indicou ainda um acúmulo de funções pelos participantes dos comitês. Dentre os entrevistados, 25% atuam em quatro ou mais comitês diferentes, simultaneamente. E 5% fazem parte de mais de cinco comitês, o que levanta dúvidas sobre a capacidade desses conselheiros de cumprir satisfatoriamente suas obrigações. “Há uma carência de profissionais, porque os comitês de auditoria estão se desenvolvendo rapidamente”, avalia Sidney Ito, sócio responsável pela área de governança corporativa da KPMG.

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Os entrevistados sugerem melhorias. Para os comitês do Brasil, as duas medidas mais importantes seriam: equilibrar a composição do órgão, levando em conta experiências e habilidades dos conselheiros; e melhorar o fluxo de informações, através de mais fontes de interlocução dentro da companhia. No escopo global, a principal sugestão é aperfeiçoar a pauta do comitê, focando-a em assuntos verdadeiramente relevantes. “É preciso também investir para que os comitês se reúnam com mais frequência, pelo menos uma vez ao mês”, diz Ito.