"Say on pay" a cada três anos desagrada investidores


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Os investidores não estão gostando nada disso. Instituições como Council of Institutional Investors (CII), Walden Asset Management, California Public Employees’ Retirement System (Calpers) e TIAA-Cref haviam manifestado, ainda no início das discussões do “say on pay”, sua vontade de que o voto anual fosse, inclusive, a única opção. Para esses agentes, empresas que condicionam os salários oferecidos aos executivos à performance não têm motivos para não querer que seus acionistas deliberem, anualmente, sobre o assunto.
Participantes do S&P 500, como Johnson Controls, Monsanto e Emerson Electric, estão dentre as empresas que recomendam a seus investidores apoiar uma votação trienal. Em seus manuais de assembleia, alegaram que a votação a cada três anos estaria mais alinhada à estratégia de longo prazo dos negócios. Além disso, daria aos acionistas tempo suficiente para avaliar os resultados dos seus votos sobre a remuneração dos executivos.
Diante dessa discussão, a distribuidora de componentes eletrônicos Tyco Electronics preferiu adotar uma abordagem diferente. Não emitiu recomendação sobre a frequência do “say on pay” em seu manual de assembleia. “Acreditamos que o melhor é considerar o ponto de vista dos acionistas”, afirmou a empresa no manual.
