Ativismo deve crescer entre os acionistas no próximo ano
As companhias abertas que se preparem. Uma pesquisa feita pelo escritório norte-americano de advocacia Schulte Roth & Zabel, em parceria com a Mergermarket, uma consultoria de M&A, mostra que a preocupação dos acionistas em garantir que seus direitos estão sendo respeitados deve se intensificar em 2011. Essa percepção é tanto das empresas quanto dos investidores ativistas. Foram consultados 25 profissionais de cada um desses dois grupos durante os meses de julho a setembro de 2010.
O fato de a maioria dos entrevistados — 60% das companhias e 64% dos investidores — esperar que o ativismo cresça revela uma mudança significativa em relação aos resultados registrados em 2008. Na época, apenas 39% dos entrevistados acreditavam que os acionistas brigariam mais pelos seus direitos. “Agora que a crise financeira está mais branda, os ativistas vão fazer de tudo para recuperar e elevar o valor das suas ações”, garante um dos sócios da Schulte Roth & Zabel.

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Para 68% dos investidores consultados, o excesso de dinheiro nos balanços das empresas será o maior responsável pelo aumento da pressão nos próximos 12 meses. Um relatório de outubro da Moody’s Investors Services revelou que as empresas não financeiras têm cerca de US$ 943 bilhões em caixa, 21,7% a mais que no fim de 2008. A aprovação pela Securities and Exchange Commission (SEC) do voto sobre a remuneração dos executivos, conhecido como “say on pay”, também é apontada como um dos combustíveis para o aumento do ativismo no ano que vem.
