Empresas médias atuam cada vez mais como consolidadoras
O mercado de fusões e aquisições nunca esteve tão aquecido. Nos sete primeiros meses do ano, foram registradas 434 transações que tinham como alvo empresas brasileiras, volume 34% superior ao do mesmo período do ano passado, segundo levantamento da PricewaterhouseCoopers (PwC). Em meio a tantos negócios, destacam-se as organizações de médio porte. Historicamente vistas como objeto de aquisições, elas passaram a atuar na ponta oposta da cadeia, transformando-se em consolidadoras de seus segmentos.
“As empresas médias agora fazem aquisições de negócios para ganhar espaço regional”, analisa Alexandre Pierantoni, sócio da área de fusões e aquisições da PwC. A presença delas se reflete nos valores das transações, que se tornaram mais modestos. Segundo o levantamento, das 124 operações que tiveram suas cifras anunciadas, 94 tinham valor médio de US$ 20 milhões.

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O combustível financeiro para essa movimentação vem dos financiamentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), dos bancos privados e, cada vez mais, da indústria de private equity. Neste ano, 41% dos negócios de fusões e aquisições anunciados receberam aportes de fundos de capital de risco, segundo a PwC.
A mudança cultural e a sofisticação do ambiente de negócios estão beneficiando as empresas médias. Passou o tempo em que fundir empresas era sinônimo de insucesso. Também ficou para trás a ideia de que o crescimento orgânico é o único caminho a ser seguido. “Fazer aquisições para crescer mais rápido era uma estratégia de poucos players. Hoje, é uma necessidade”, avalia o consultor Raul Beer, que atua na área de M&A para pequenas e médias empresas.


