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Cresce interesse por novas opções de ações

Yuki Yokoi

O mercado de opções de ações começa a ir além de Petrobras e Vale. No acumulado de 12 meses encerrado em fevereiro, as opções de ações da OGX destacavam-se em quinto lugar no ranking de negócios, com 1,35% do volume. Até setembro, elas eram apenas 0,33%. No mesmo período, as opções de BM&FBovespa deixaram a 11ª colocação para assumir o oitavo lugar. Sua participação nos negócios subiu de 0,14% para 0,25%. “São papéis que não eram óbvios no segmento de opções, mas hoje mantêm demanda razoável”, diz Alexandre Chiofetti, responsável pela venda de produtos estruturados de ações e commodities do BNP Paribas. A liderança continua com Vale (51,11%) e Petrobras (37,91%).

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Segundo Chiofetti, os investidores começaram, há alguns meses, a mostrar interesse por alternativas no mercado de opções. A preferência é por executar as chamadas operações de financiamento — modalidade em que o investidor, apostando na valorização do papel, compra a ação no mercado à vista e vende uma opção de compra com preço de exercício superior ao valor que pagou. Diante da demanda, a BM&FBovespa decidiu, em outubro do ano passado, adotar um sistema de criação automática de opções para todas as companhias listadas no IBrX-100. Antes, os investidores precisavam pedir esses registros à Bolsa cada vez que se interessavam em negociar a opção de uma nova empresa. “O procedimento de criação de opções de forma organizada permite aos investidores desenhar operações estruturadas de forma mais eficiente”, avalia André Demarco, diretor de operações da BM&FBovespa.