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Previ reportará sustentabilidade de investidas

Luciana Tanoue

Em 1998, a Previ, fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, foi a primeira instituição do gênero a lançar um balanço social. A iniciativa durou até 2004, quando foi suspensa para a avaliação de um novo modelo. Agora, a Previ já sabe o que quer. Em 2010, pretende apresentar aos seus stakeholders um relatório anual de sustentabilidade. A intenção é prover informações sobre cada uma das 80 investidas do fundo de pensão, além da própria Previ, conforme as diretrizes do Global Reporting Initiative (GRI), modelo já utilizado por diversas companhias brasileiras.

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O projeto está alinhado à política de responsabilidade socioambiental da fundação, lançada em julho deste ano. Segundo Ana Esteves, consultora da AMCE Negócios Sustentáveis e responsável por ajudar o fundo de pensão na elaboração da política, o relatório de sustentabilidade mostra o amadurecimento da Previ no assunto. “Ao elaborar esse material, ela passa a relatar de forma abrangente suas ações socioambientais e abre espaço para questionamentos da sociedade”, afirma. “A fundação tem a força de um grande investidor e, com essa iniciativa, pode levar a importância da sustentabilidade para dentro de outras organizações.”

Além disso, o novo projeto exigirá da Previ uma interlocução muito maior com seus stakeholders, já que um dos princípios que torna o GRI tão singular é o da relevância da informação, chamada por eles de materialidade. Assim, antes de definir o conteúdo do relatório, é preciso entender o que os públicos estratégicos julgam mais importante e querem encontrar no material. Na Previ, isso inclui falar não só com os stakeholders que mantêm relacionamento com o fundo de pensão, mas também com os de suas empresas participadas.