Aportes de emergentes fazem bem a empresas do primeiro mundo
De olho nas oportunidades do mercado global, muitas multinacionais com sede em países emergentes, como China e Índia — nações tradicionalmente receptoras de capital estrangeiro — transformaram-se em grandes investidoras em países desenvolvidos. Atentos a esse cenário, pesquisadores do National Bureau of Economic Research, de Massachusetts (EUA), conduziram uma pesquisa com empresas americanas adquiridas por economias emergentes, entre 1º de janeiro de 1980 e 1º de julho de 2007.
O estudo mostrou que a escolha dessas companhias pelos países emergentes não é nem um pouco aleatória. São privilegiadas empresas com elevados níveis de vendas, emprego e ativos. A resposta do mercado a essas aquisições tem sido bastante positiva. O retorno médio acumulado pelas ações dessas companhias após três dias do anúncio da compra é 8% maior, e costuma se manter elevado.

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Além disso, o desempenho da companhia tende a melhorar. O retorno sobre os ativos das empresas analisadas cresceu 16%, em média, nos cinco anos seguintes à aquisição. Esse resultado, no entanto, tem seu preço. Nas mãos dos novos donos, as companhias passam por uma fase de reestruturação, na qual as divisões pouco rentáveis são vendidas ou fechadas. Com isso, ocorrem demissões, e as vendas apresentam queda. Por outro lado, há um aumento significativo na eficiência dessas companhias.
Exemplos de iniciativas desse tipo são o da chinesa Lenovo — que, em 2004, comprou a divisão de computadores pessoais da IBM — e o da indiana Tata Motors. Essa última adquiriu da Ford, no ano passado, as divisões Land Rover e Jaguar.
