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Nos EUA e na Europa, bolsas investem em "piscinas escuras"

Yuki Yokoi

Em 29 de janeiro, a Bolsa de Valores de Nova York (Nyse) ganhou a sua própria “piscina”. As “dark pools” (“piscinas escuras”, numa tradução livre para o português) são plataformas eletrônicas de compra e venda de ações que não afetam as cotações do pregão tradicional, pois as operações ocorrem fora dele. O lado “escuro” da tecnologia vem do anonimato garantido tanto a quem vende quanto a quem compra os papéis. Com rapidez e custos mais baixos, as dark pools vêm conquistando a simpatia de investidores, a ponto de ameaçar a liquidez das bolsas. De olho nesse nicho, o grupo Nyse Euronext, controlador da bolsa nova-iorquina, decidiu lançar a sua plataforma.

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“Dada a velocidade e a complexidade da dinâmica do mercado atual, há a necessidade de se resolverem problemas inerentes à execução de operações que envolvem grande quantidade de ações, em um ambiente de negociação cada vez mais fragmentado”, disse em comunicado oficial Larry Leibowitz, vice-presidente-executivo do grupo. A New York Block Exchange foi criada em parceria com a BIDS Trading, que tem a experiência no desenvolvimento desse produto para instituições financeiras como Bank of America Merrill Lynch, Credit Suisse, Goldman Sachs e Morgan Stanley.

A investida da Nyse Euronext nesse segmento não se restringe ao mercado norte-americano. Em 2 de fevereiro, estreou a dark pool europeia do conglomerado. Administrada pela Smar tPool, sociedade entre Nyse Euronext, BNP Paribas, HSBC e JPMorgan Chase, a plataforma permitirá a negociação de papéis listados em 15 países do Velho Continente. Também para este ano, está prevista a inauguração da “piscina” da Bolsa de Londres.