Japão flexibiliza regras para empresas listadas no seu AIM
Depois do enrijecimento do ambiente regulatório causado pela versão nipônica da lei norteamericana Sarbanes-Oxley, efetiva desde abril de 2008, as empresas japonesas terão uma opção mais “light” de acesso ao mercado. Graças a uma flexibilização da J-SOX, em junho de 2008, a criação do Tokio AIM se tornou possível. O sobrenome “AIM” vem da parceria entre a Bolsa de Valores de Tóquio e a de Londres, conhecida pelo seu efervescente segmento de listagem para pequenas e médias. As regras do AIM japonês foram colocadas em audiência pública em 29 de janeiro.

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A s companhias que se listarem no novo segmento não precisarão se adequar à J-SOX, nem publicar balanços contábeis trimestralmente. Para facilitar, elas poderão apresentar informações apenas em um idioma (inglês ou japonês). As medidas têm como objetivo diminuir os custos de listagem. O cumprimento das regras é garantido pela existência de um personagem fundamental, o Nomad (junção de Nominated Adviser). Trata-se de um agente encar regado de anal i sar as empresas e assegurar à bolsa que as práticas adotadas estão em conformidade com as normas. No AIM da Itália, cujo regulamento acaba de ser aprovado, nove instituições se candidataram ao papel de Nomads. A expectativa da Bolsa de Londres é de que o AIM do Japão seja oficialmente lançado no segundo trimestre, após a chancela da agência reguladora do país.
