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Desempenho do mercado se reflete na arrecadação fiscal

Yuki Yokoi

O caixa da Receita Federal já registrou os efeitos da crise. Os impostos oriundos das instituições financeiras, dos ganhos de capital e das aplicações de pessoas físicas em bolsa de valores totalizaram, em novembro de 2008, R$ 1,209 bilhão, 61% a menos que o registrado no mesmo período de 2007, quando a cifra alcançou R$ 2,961 bilhões. Em dezembro, situação semelhante: arrecadação de R$ 1,150 bilhão, uma queda de 55% em relação aos R$ 2,467 bilhões do ano anterior. Se considerarmos apenas os tributos oriundos de ganhos líquidos de operações em bolsa, os reflexos da crise ficam ainda mais evidentes. A arrecadação de dezembro passou de R$ 221 milhões em 2007 para R$ 27 milhões no último mês do ano passado.

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Dentro da categoria rendimentos de capital, mais um reflexo da economia. No grupo em que são contabilizados os impostos pagos pelos fundos de renda fixa, cuja tributação varia de 15% a 22,5% de acordo com o prazo da aplicação, a arrecadação permaneceu praticamente estável, revelando uma postura mais conservadora dos investidores. Outro indicativo da maior aversão ao risco é evidenciado pelo aumento dos tributos decorrentes de aplicações diretas em ativos de renda fixa, como títulos públicos. O comparativo dos dois últimos anos mostra crescimento de 28% na arrecadação. “O aumento se concentrou justamente nos últimos três meses de 2008”, comenta Raimundo Eloi de Carvalho, coordenador de previsão e análise da Receita Federal.