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Crise terá forte impacto sobre os cofres da Big Apple

Yuki Yokoi

As nuvens da crise financeira devem continuar negras para os lados de Nova York nos próximos anos. Essa foi a constatação de William Thompson Jr., auditor público da cidade. Em sua coluna, divulgada em 11 de dezembro, no site oficial da auditoria pública de Nova York (www.comptroller.nyc. gov), Thompson previu a eliminação de mais de 170 mil postos de trabalho na cidade até 2010.

Desse número, 46 mil demissões ocorrerão no setor financeiro, segundo o site oficial. Exonerações indiretamente ligadas à turbulência no segmento deverão totalizar 60 mil pessoas. A queda de mais de 50% nos bônus dos executivos de Wall Street, para o menor patamar desde 2002, também trará impacto significativo aos cofres da Big Apple. “Cerca de 12% da arrecadação tributária de NY vem do setor financeiro. Com as perdas de 2008, esperamos receita 4,3% menor para 2009”, disse Thompson.

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Ante um cenário de incertezas, o auditor público direcionou suas críticas ao rumo tomado pelo mercado de capitais norte-americano nos últimos anos. “É dolorosamente claro que um boom calcado em ativos alavancados não é exemplo para uma indústria financeira saudável”, disse.

A saída, para Thompson, está no pacote que o novo presidente, Barack Obama, pretende lançar para tentar reaquecer a economia. Dentre os objetivos estão a reforma de estradas e pontes, a modernização de escolas, a construção de usinas eólicas e o desenvolvimento de tecnologias alternativas de energia que diminuam a dependência do petróleo. “Este pacote é a chance de sairmos de uma economia na qual o crescimento é conduzido por artifícios financeiros para uma economia sustentável, apoiada em ativos reais, que criam empregos e geram valor.”