Cox reconhece falta de ação da SEC no escândalo Madoff
Mais do que as operações fraudulentas de Bernard Madoff, responsáveis pelo segundo maior escândalo financeiro da história nor te-americana — atrás apenas do caso Enron —, chamou a atenção do mercado como as falcatruas do ex-chairman da Nasdaq passaram ilesas à lupa da Securities and Exchange Commission (SEC).
Christopher Cox, chairman do regulador, demonstrou seu malestar com a falta de ação do xerife do mercado de capitais sobre o esquema de Madoff, que estaria em curso há quase dez anos. “Nossas descobertas iniciais têm sido extremamente preocupantes”, disse Cox, no site oficial da SEC.

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Cox declarou estar preocupado com as aparentes falhas da SEC em investigar o trabalho de Madoff, a despeito de todos os avisos. “A SEC recebe de agentes de mercado, desde 1999, questionamentos sobre as operações de Madoff, que nunca evoluíram para uma investigação”, afirmou. Em resposta aos fatos, a SEC irá resgatar e revisar todas as alegações feitas sobre Madoff, a fim de levantar justificativas para o fato de elas não terem sido levadas adiante. A investigação também vai abranger os contatos das equipes da SEC com Madoff, sua família e empresa, e possível impacto dessas conversas nas decisões do staff em relação à firma do ex-chairman da Nasdaq. Graças à boa imagem que tinha no mercado, Madoff atraía investidores com promessas de altos ganhos. Ele usava os ingressos de recursos mais recentes para remunerar os cotistas antigos que quisessem sair do investimento. O esquema, conhecido como “Ponzi”, funcionava porque eram poucos os que resgatavam seus investimentos. Com a crise, contudo, os pedidos de resgate aumentaram e expuseram a fraude. As perdas dos fundos de Madoff já somam mais de US$ 50 bilhões.
