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Fundos de pensão aproveitam para comprar ações

Yuki Yokoi

Os preços baixos das ações têm atraído não apenas investidores estrangeiros, mas também os fundos de pensão. Com exceção da Previ, que é a maior do segmento e busca reduzir sua exposição em renda variável para se enquadrar aos limites exigidos pela regulamentação, as demais fundações tendem a aproveitar para ir às compras. “Compramos mais ações da Petrobras, da Vale, de companhias do setor de energia elétrica e da Lupatech”, disse Wagner Pinheiro, presidente da entidade, durante evento no Rio de Janeiro. Na Lupatech, uma das fornecedoras da Petrobras, a participação da Petros alcançou 5,5%, segundo fato relevante enviado ao mercado.

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De perfil mais conservador quando comparada a outras fundações, a Real Grandeza, dos funcionários de Furnas, também não deixou escapar a chance de aproveitar os preços baixos. Ainda assim, o principal plano da instituição não atingiu o teto de 21% de alocação em ações, conforme indicou o asset liability managament (ALM), estudo que mostra a formação da carteira através do casamento entre ativos e passivos. “Atualmente, títulos públicos de longo prazo também são boas opções, uma vez que nosso principal plano é bem maduro”, comenta Sérgio Wilson Fontes, presidente da fundação.

Em 2009, a Real Grandeza tende a continuar compradora de ações. No plano de benefício definido (BD), cuja carteira soma R$ 7 bilhões, o percentual em ações deve cair dos atuais 21%, mas ainda manter uma margem para novas aquisições. No plano de contribuição definida (CD), voltado para os funcionários que ingressaram a partir de 2002 –– e ainda demorarão a sacar o benefício ––, os atuais 24% destinados ao mercado de renda variável subirão para 28% no próximo ano.