Comprar com ações cria valor no longo prazo, diz pesquisa
Pagar com ações a compra de outra companhia cria valor para os acionistas da empresa adquirente? A resposta é sim, pelo menos para as compradoras supervalorizadas em bolsa, segundo pesquisa publicada em novembro nos Estados Unidos. Professores das escolas de negócios Wharton e Kellogg afirmam ter encontrado apoio à teoria de que fusões e aquisições financiadas por ações beneficiam os acionistas de longo prazo da companhia adquirente, pois esta converte o sobrepreço de suas ações em ativos reais.

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O estudo parte da premissa de que as companhias com cotação supervalorizada têm os maiores incentivos para fazerem compras com base em ações. Para chegarem aos resultados, os pesquisadores compararam os retornos de companhias que fizeram aquisições com os daquelas que anunciaram uma compra, mas não fecharam o negócio. Em um período de um ano, as empresas que fracassaram nas operações apresentaram um retorno 13,6% menor que as bem sucedidas. A diferença sobe para 22,2% no segundo ano e para 31,2% num horizonte de três anos.
Um exemplo é a fusão da AOL com a Time Warner, um dos fatos marcantes da bolha da internet. “Apesar do prêmio elevado pago pela AOL e da queda de suas ações depois do anúncio, o negócio hoje é quase universalmente lembrado como benéfico para os acionistas de longo prazo do AOL, não por causa das sinergias que proporcionou, mas, simplesmente, porque as ações da AOL estavam sobreprecificadas naquele período”, disseram os professores.
