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Crise hipotecária abre mais espaço para os fundos PE

Yuki Yokoi

A turbulência financeira mundial abriu uma nova janela para o crescimento dos fundos de private equity (PE) no mundo e no Brasil. Eles já estavam com a corda toda devido à pausa nos IPOs. Os estrangeiros, principais compradores das ações de estreantes brasileiras na bolsa, estão sem apetite para novos investimentos. A isso se junta o fato de algumas ofertas recentes terem frustrado o mercado, enfatizando a necessidade de que o ingresso na bolsa exige um consistente processo de preparo das companhias. Agora, com a crise, a menor oferta de crédito decorrente do enxugamento de liquidez lança novas possibilidades para esses investidores.

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“O crédito não vai secar, mas ficará mais escasso e com prazos menores. Nesse cenário, o private equity é uma fonte de recursos de longo prazo, desde que a empresa esteja preparada para receber esse tipo de investimento”, diz Sidney Chameh, vice-presidente da Associação Brasileira de Private Equity e Venture Capital (ABVCap). A expectativa da associação é de que, em 2008, o capital comprometido do setor (o estoque de recursos) seja similar ao do ano passado, quando a cifra atingiu US$ 16 bilhões.

Clovis Meurer, sócio da CRP, alerta que a crise, ao mesmo tempo em que pode incentivar a opção pelo private equity, também terá impacto sobre o crescimento de diversas companhias. Mas sua expectativa é otimista. A CRP, assim como outras gestoras do setor, está em fase de captação de recursos. Seu oitavo fundo aplicará em empresas de setores variados e com boa governança corporativa.