Projeções para o Ibovespa ficam cada vez mais distantes das iniciais

Na avaliação de Ricardo Amorim, diretor executivo para mercados emergentes do WestLB, a desaceleração da economia americana e a queda dos preços das commodities são as responsáveis pela baixa do Ibovespa. E ele acredita que o mercado local cairá ainda mais este ano devido a esses fatores externos. Suas perspectivas de médio e longo prazo, entretanto, são favoráveis ao Brasil. O economista acredita que o crescimento continuará robusto, o crédito em expansão e os preços das commodities voltarão a subir nos próximos anos devido à forte expansão da demanda chinesa.

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“O Ibovespa cairá mais nos próximos meses”, diz Amorim, tomando como base um índice atual na faixa de 55 mil pontos. “Estamos passando por uma grande correção de preços e não por uma correção com tendência de longo prazo.” Em relação a outras economias emergentes, o economista também destaca o potencial brasileiro. “Definitivamente temos concorrência, e muita, das demais bolsas emergentes. Mas, olhando para os próximos dois ou três anos, a Bovespa é uma das que têm melhores perspectivas no mundo”.
Ricardo Tadeu Martins, da Planner Corretora, começou o ano com o Ibovespa projetado nos 82 mil pontos. Em agosto, rebaixou a meta para 75 mil pontos. Na mesma tendência seguiu a Coinvalores que, no final do último mês, projetava o Ibovespa para dezembro em 62 mil pontos, ante os 75 mil pontos esperados no início do ano. “Nossa posição já era conservadora devido ao cenário internacional, mas agora incluímos variáveis internas, como o impacto da curva de juros sobre o consumo”, diz Marco Saravalle, da Coinvalores. A análise técnica também tem novas projeções. Fernando Góes, da Alpes Corretora, afirma que o cenário mais provável é de que Ibovespa alcance 70 mil pontos em dezembro, ante projeção inicial de 86 mil pontos.
