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Andima muda estatuto com planos de abrir o capital

Yuki Yokoi

A Associação Nacional das Instituições do Mercado Financeiro (Andima) alterou seu estatuto e começa 2008 sob uma nova organização. Com patrimônio na casa dos R$ 100 milhões — constituído a partir da arrecadação de contribuição dos associados e de serviços prestados, como a administração do Sistema Nacional de Debêntures (SND) —, a entidade passa a ser dividida em cotas. O novo formato prevê a distribuição de 10 mil cotas para cada um dos 220 associados, mediante a respectiva integralização de R$ 10 mil. O rearranjo, no entanto, não altera o status de associação sem fins lucrativos.

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Questionado sobre a hipótese de essa divisão estar relacionada a um plano de abertura de capital, nos moldes do que fizeram a Bovespa e a BM&F, o presidente da entidade, Alfredo Neves Penteado, afirmou que esta é, sim, uma possibilidade, mas que o plano não é fazer um IPO isoladamente. A proposta seria incorporar uma das plataformas da Andima — o SND ou a Rede de Telecomunicações para o Mercado (RTM), esta última já formatada como empresa — à Cetip e abrir o capital da nova entidade. O objetivo é dar continuidade ao modelo de um player forte como companhia aberta em cada segmento, ao lado da Bovespa (no mercado de ações) e da BM&F (em derivativos). “O mercado de renda fixa também precisa disso”, afirma Penteado.

Atualmente, a associação estuda a possibilidade de profissionalizar sua gestão e separar as duas principais frentes de trabalho. De um lado ficaria a associação responsável pelo fomento do mercado de renda fixa e, do outro, a prestadora de serviços.